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Jovens relatam experiência da missão no Sertão do Ceará.

Eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente.

A II Missão Sem Fronteiras realizada pela Juventude Missionária (JM), tocou o coração dos jovens e contagiou as comunidades de Itapebuçu, um distrito de Maranguape, no sertão do Ceará, região que enfrenta uma seca de seis anos. Missionários e missionárias são pessoas despojadas que saem de si para ir ao encontro do outro, sem fronteiras. Nessa saída, eles acabam recebendo muito mais do que levam.

Promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), em parceria com a arquidiocese de Fortaleza (CE), a experiência missionária reuniu, nos dias 12 a 22 de janeiro, 85 jovens de 20 estados do Brasil e quatro representantes do Paraguai. Eles estiveram na paróquia São Miguel Arcanjo com 37 comunidades organizadas em seis setores. Cada setor recebeu em média 12 jovens missionários, a exemplo da advogada e funcionária pública, Rosângela Germski, da diocese de Ponta Grossa no Paraná. Ela conta que participou pela segunda vez da Missão Sem Fronteiras. Antes disso, Rosângela havia feito missão apenas dentro do próprio estado.

“Ao sair tão longe, onde o clima, a cultura, tudo é diferente, mas ao mesmo tempo tão igual, a gente consegue se entender só pelo olhar, pelo amor. Por isso essa missão, para mim representou um desprendimento muito grande de muitas coisas que eu carregava. Eu vim sozinha do meu Estado e quando você chega num lugar em que precisa ser acolhido aí você se deixa levar por todas as pessoas que você se encontrou, os missionários, o grupo que você formou, as famílias que te acolhem. Isso faz com que você se torne mais simples, passe a conviver com o que te oferecem, deixe em casa todos os teus caprichos, os confortos e passe a viver como os que te acolhem. Isso faz um verdadeiro missionário, é você viver no meio do povo, estar com eles, comer o que comem, beber o que bebem, viver uma verdadeira uma comunhão, partilhando do que te oferecem e contribuindo por meio das oficinas”.

É que, além de atividades religiosas, a Missão contemplou oficinas sobre “Cidadania e Direitos Humanos”, “Educação Ambiental” e “Saúde Comunitária”. Tudo pensado a partir da realidade local, conjugando evangelização e promoção humana.

Como advogada, Rosângel a coordenou a oficina sobre Cidadania e Direitos Humanos. Além de ajudar as pessoas a conquistar seus direitos ela conta que ficou cheia de fé em um Deus que é tão presente. “Foi fantástico, uma experiência tanto de levar a Palavra de Deus quando nós rezávamos, cantávamos, partilhávamos, mas também ao contribuir efetivamente para tratar da situação em que a pessoa se encontrava e buscar soluções, senão por nós da missão, pelo menos orientar a quem procurar. Foi dessa forma que nós agimos. Assim, a missão se tornou palpável, ela se tornou mais presente no meio do povo, e a gente viu isso no final quando muitas pessoas foram nos agradecer dizendo que com o nosso auxílio, pelo menos eles puderam ter o entusiasmo de correr atrás de direitos, benefícios que podem e devem usufruir. E eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente. Volto cheia para trabalhar nos meus grupos de base e levar toda essa experiência comigo”, testemunhou a jovem.

Leidiane Santos, integrante da JM na diocese de Belém do Pará relatou que a experiência lhe ensinou o desprendimento. “Eu achava que não tinha preconceitos e na comunidade da Serra onde eu fui enviada, tinha algumas pessoas que me provocavam certo distanciamento. Eu respeitava tudo, mas ainda mantinha um afastamento delas. Ao final da missão eu pude perceber em mim esse desprendimento, que é ser realmente missionário no abraçar, no sorrir, no conversar”.

A exemplo do que fez Jesus com seus discípulos, para as visitas missionárias no Sertão cearense, os jovens foram enviados dois a dois. Essa dinâmica intensificou a comunhão.

“Já vivenciamos vários tipos de missões, só que essa Missão Nacional, por fazermos em duplas, nos possibilitou ter um convívio mais profundo, porque quando a gente faz uma missão em grupo de 10 ou 15 pessoas, acaba não tendo realmente esse convívio por conta da quantidade de pessoas. Em dois a dois, a gente pode conversar e ter um maior desprendimento. Podemos realmente sair do nosso eu para ir ao encontro do outro”, relatou Leidiane.

A Missão começou com uma formação orientada pelo Irmão Bruno Todtli, da Comunidade Taizé em Alagoinhas, Bahia. O Irmão trabalhou com muita riqueza a espiritualidade em saída, espiritualidade do encontro, da presença na vida das pessoas. Nas comunidades, a programação incluiu celebrações, terços, encontros, visitas à famílias e momentos de formação.

A Juventude Missionária no Brasil completou 10 anos de história. A sua maturidade é demostrada à medida em que seus jovens abraçam generosamente a missão. Nesse percurso, o primeiro passo foi dado. Essa Missão Nacional mostrou que é possível ir além das reuniões, dos encontros do grupo, do convívio entre amigos. Agora é preciso alargar os horizontes para evangelizar também na “outra margem”, além-fronteiras. “Sem a missão ad gentes, aos povos, a própria dimensão missionária da Igreja ficaria privada de seu significado fundamental e de seu exemplo de atuação…” (RMi 34). Nisso a Igreja precisa da vitalidade das juventudes.

 

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